Hipnose ou bruxaria?
Hipnose ou mágica?
Hipnose ou sobrenatural?
Show? Espetáculo? Ou até mesmo milagres?

 

Hoje, a hipnose é uma grande e eficiente ferramenta terapêutica na psicoterapia educativa. Observando que a hipnose não realiza milagres e muito menos é em si uma terapia.

A hipnose é um pensar, um apreender de maneira intensa, ou seja , um raciocinar intenso de forma coerente e específica.

E perceba que estamos focados, ou seja com o pensar direcionado, muitas mais vezes do que imaginamos no nosso dia a dia. Quantas vezes repetimos ações como virar para direita sendo que iríamos para esquerda porque estamos habituados a virar para direita. Quantas vezes assistimos ou ouvimos algo durante 120 minutos sem nos darmos conta que este tempo passou e na verdade levamos um susto porque acreditamos que somente passaram-se 15 minutos (fenômeno hipnótico = distorção do tempo). Outras vezes estamos tão “focados” em algo que não percebemos o nosso pé ou braço ou qualquer outra parte do nosso corpo dormir, formigar, enfim fazermos de forma espontânea um fenômeno hipnótico chamado analgesia. Na verdade quando dirigimos, principalmente em estradas, estamos direcionando a nossa atenção neste ato, portanto estamos absolutamente hipnotizados. Eu poderia passar horas dando exemplos...

Mas o importante é que percebamos que a hipnose é sempre uma auto-hipnose. E a medida que o indivíduo toma consciência deste fato ele, o indivíduo, ganha para si um novo caminho, o de acessar respostas interiores.

Pois o pensar dá coerência a utilização dos sentidos, que na verdade estamos falando do famoso “transe”, que é uma atividade psíquica intensa, portanto libera mais neurotransmissores e maior quantidade de células nervosas tendo como conseqüência:
maior atenção,
maior memorização: na fixação ou evocação
maior liberação de químicos no corpo e,
maior desenvolvimento da rede neural.
Sendo a hipnose o nome dado a fenômenos específicos do pensamento e que na verdade entramos em transe ou não por opção nossa, é claro que nada ocorre se não quisermos ou se não for de acordo com nossos princípios éticos e morais.